Michael e uma lição
Na semana passada fomos surpreendidos com a notícia da morte de Michael Jackson.
O cara era simplesmente o maior artista pop de todos os tempos. Um verdadeiro gênio! Excepcional na arte de cantar, dançar e compor. Sozinho vendeu mais de 700 milhões de cópias de seus discos.
Eu fico contente em ter acompanhado o auge da carreira dele, durante a minha adolescência. Quem da minha geração não tinha o álbum Thriller?!
Michael Jackson ganhou e gerou fortunas. Seu trabalho foi um “divisor de águas” no mundo do entretenimento. Conquistou uma legião de fãs ao redor do mundo. Sua música e seu estilo marcaram época. Com certeza foi um dos artistas mais imitados da história.
Ele chamou atenção pelo talento, mas também pela esquisitisse e excentricidade. Ultimamente, sua imagem chegava a ser bizarra.
Michael vivia rodeado de crianças. E mesmo depois de tanto sucesso, acabou se envolvendo em escândalos e processos criminais. Foi acusado de pedofilia, perdeu parte da fortuna e o rancho Neverland. Mas nada foi provado a seu respeito. Claro, muito dinheiro rolou nessa história.
De qualquer forma, depois de sua morte e em meio a essa avalanche de notícias a seu respeito, observem como é dado um foco maior ao seu lado negativo.
Isso me leva a refletir sobre o assunto. Veja que, mesmo fazendo uma quantidade enorme de coisas boas, se você fizer algo errado, isso irá manchar a sua imagem para o resto de sua vida e morte. Você será mais facilmente lembrado por seus erros do que pelos seus acertos.
Michael é um exemplo disso. Ele criou a música We Are The World, do projeto USA for Africa, que gerou mais de 200 milhões de dólares para a população faminta da África. Doou milhares de dólares para o tratamento de crianças doentes. Entre outras coisas.
Agora me responda: a mídia fica ressaltando o lado bom de Michael Jackson? Pense nisso.





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