Nov 162008
 

Você já deve ter visto esse símbolo e essa mensagem em vários vidros de carros pela cidade.

Certamente, a grande maioria das pessoas ainda não está “preparada” e não foi levada à Pró-Vida por uma força maior. Você já?

Eu não sei se eu estava preparado, o fato é que eu estive lá e achei bem interessante. Por isso mesmo, resolvi lhes contar, resumidamente, como foi a minha visita ao clube de campo dessa instituição, que foi fundada em 1979 pelo médico e filósofo Celso Charuri e mantém suas atividades até hoje.

A Força Maior

Tudo começou há um tempo atrás, quando minha namorada (hoje minha esposa) me convidou para acompanhá-la a uma cerimônia onde a Pró-Vida estaria entregando um freezer para a APAE, entidade onde na época ela prestava serviços e ajudava como voluntária.

Não seria função dela estar lá, mas os responsáveis não puderam viajar até Araçoiaba da Serra para receber a doação e pediram sua ajuda. Ela, por sua vez, solicitou a minha companhia.

Eu nunca tinha ouvido falar de Pró-Vida, mas achei legal, afinal era um passeio diferente, com direito até a comes e bebes! Além do mais, não poderíamos deixar de receber o presente para a APAE.

Ainda hoje me questiono: “Será que era a tal Força Maior estava atuando sobre nós e nos levando até lá?”.

A Doação

O lance da doação é algo realmente muito interessante. Pelo que eu entendi, a Pró-Vida seleciona todos os anos instituições de assistência social para lhes presentear com algo que elas estejam necessitando.

Naquele ano, a APAE que minha esposa ajudava foi uma das contempladas.

Os recursos dessas doações são oriundos da Central Geral do Dízimo, que mais tarde eu viria a descobrir que se trata de uma instituição sem fins lucrativos que possui uma conta onde recebe doações anônimas dos membros (ou não) da Pró-Vida.

Doações anônimas?! Convenhamos, é muito raro encontrar nos dias de hoje alguém que ajude e não queira nem se identificar. Só por isso já vale o interesse. Ponto positivo para eles.

A Chegada

Fomos informados que deveríamos viajar até Araçoiaba da Serra, região próxima a Sorocaba, onde alguém da Pró-Vida nos encontraria no hotel e nos levaria até o clube de campo.

Chegamos no final da tarde de um sábado. A cerimônia de entrega seria à noite e logo após haveria um cocktail.

O fato de não nos mandarem diretamente ao clube, nem fornecerem mapas ou endereço, já me deixou bastante curioso. Uma atmosfera de mistério começava a se formar.

Como combinado, um dos membros do Pró-Vida, que não me recordo o nome, nos encontrou no hotel. Foi muito simpático, mas falava pouco sobre a entidade.

Do hotel fomos de carro para o clube de campo. Era noite e o caminho de terra era um tanto escuro. Parecia que estávamos sendo guiados para uma reunião secreta. Em alguns momentos, confesso que ficamos com um certo receio de continuar. Eu começava a achar que seríamos abduzidos naquele dia. Também, olha o nome do negócio: Pró-Vida, Integração Cósmica.

“Mas quem está na chuva é para se queimar!!!”.

Depois de um certo tempo, finalmente chegamos ao portão de entrada do clube de campo da Pró-Vida. Um muro alto separava suas instalações do mundo exterior. Ao chegarmos, vimos vários carros e a desconfiança começou a diminuir. Parecia que a festa seria bem legal.

A Cerimônia

Fomos devidamente identificados e conduzidos para um auditório, com excelentes acomodações, ar-condicionado, sistema de iluminação e som, enfim, não deixava nada a desejar para qualquer bom teatro por aí a fora.

O evento foi recheado de discursos que falavam sobre a instituição e sua atividade beneficiente, sobre o estilo de vida pregado, onde a família é muito importante e também sobre seu criador, Celso Charuri.

Alguns números musicais também nos foram apresentados, especialmente um coral formado por crianças.

Tudo muito bonito e bem organizado. Eu diria até, “organizado demais”!!! Até as crianças tinham uma disciplina fora dos padrões que vemos por aí.

Finalmente, as doações foram distribuídas e seguimos para o cocktail que seria servido em outro salão.

E por falar em salão, que salão!!!

Grande, bonito e luxuoso. Em meio à decoração, vários símbolos, (como pirâmides, por exemplo) que atribuíam um forte misticismo àquele local. Também dava para notar uma grande preocupação com o meio ambiente e os recursos naturais.

Quando perguntávamos alguma coisa sobre o local e sobre a decoração, as repostas eram sempre vagas.

Mas vale ser dito, todos os membros da Pró-Vida são muito alegres e otimistas (pelo menos, foram nequele momento)! Ao conversar com eles não dá para não ficar confiante e acreditar nos seres humanos.

Almoço de domingo

No domingo, a recepção iria cotinuar. Seria servido um almoço para os representantes das entidades presenteadas.

Em companhia do casal anfitrião, lá fomos nós novamente. Entretanto, era dia e o caminho já não parecia tão obscuro.

Vale ressaltar que o acesso ao clube de campo da Pró-Vida, normalmente só é permitido aos sócios, que são membros e alunos dos cursos. (leia mais).

Cursos?! Peraí, quem falou em cursos?

Pois é, foi assim durante o dia todo. Sempre que queríamos saber um pouco mais sobre a Pró-Vida, logo iniciava-se uma campanha em favor dos cursos ministrados pela instituição. Isso estava me cheirando a propaganda. Segundo seus membros, somente após frequentar as aulas, conseguiríamos desenvolver nossas mentes e entender de fato o que é a Pró-Vida.

De qualquer forma, conhecemos várias pessoas e o almoço estava muito bom.

A Escuridão

Após o almoço, fomos convidados a conhecer o clube.

Detalhe: Fotos, somente nos locais permitidos (que eram poucos!).

Tudo muito bonito, limpo e organizado. O clube tinha vários jardins, além de quiosques, salões de festa, quadras poliesportivas, piscinas, lago, enfim, um lugar muito agradável e com uma grande área de lazer.

As pessoas andavam a pé, de bicicleta e até de cavalo.

A essa altura confesso que eu já estava bem interessado em participar dos cursos e entrar para a Pró-Vida.

O que me chamou a atenção, foi a qualidade e o requinte. Certamente foi necessário investir muito dinheiro naquela estrutura. De onde viria todo esse dinheiro? Dos cursos? Dos títulos dos sócios? Da compra das casas? Quem sabe?

Você pode estar perguntando: casas, que casas? É isso mesmo, se você quiser pode comprar uma casa (espécie de chalé) e viver ou somente passar temporadas no clube. E olha que existe uma comunidade razoavelmente grande no local.

Quando vi aquela comunidade, com todas aquelas pessoas felizes andando e conversando nas portas das casas, além de crianças brincando livremente sem preocupação com assaltos ou trânsito, me lembrei daqueles filmes onde pessoas vivem em sociedades isoladas do resto do mundo, como em ilhas ou locais distantes. :-)

Como a instituição tinha sido fundada por um médico, achei que não encontraria muita religiosidade no clube.

Me enganei. Fomos até um mirante, onde havia até uma pequena capela e imagens de um santo ou santa. Não me lembro exatamente. Aquilo me confundiu.

O dia estava terminando, o sol já se punha e era quase hora de ir embora, quando… a luz se apagou. Seria um sinal?

Pensei: “É agora que o disco voador vai chegar e nos levar”.

Blackout geral. O clube inteiro ficou completamente às escuras. Somente algumas velas e os faróis dos carros iluminavam o local. Em meio àquela escuridão, fomos convidados a esperar em uma das casas.

Ótimo, seria a oportunidade perfeita para eu conhecer o interior daquelas residências (mesmo à luz de velas).

As casas eram bem pequenas. Como falei antes, uma espécie de chalé duplex. Com uma decoração simples, em cima ficavam as camas e na parte de baixo, uma pequena sala de estar, cozinha e banheiro.

As pessoas que nos receberam, contaram um pouco sobre o estilo de vida delas. Sempre preocupados com a saúde, nos falaram sobre a alimentação baseada em vegetais, sobre o fato de fazerem atividades físicas regularmente, não fumar e viver em paz e tranquilidade naquela comunidade.

Mas não são todos que moram lá. Na verdade, a maioria utiliza para passar temporadas.

Tentei descobrir o valor daquelas casas. Ninguém me falou sobre valores exatos, mas tudo indicava que eram bem caras!

Entretanto, de acordo com os moradores, você não estaria comprando apenas as casas, você estaria adquirindo uma vida nova, para você e seus familiares. Se tivesse um contrato naquele momento, eu acho que assinava. (brincadeira…)

E nada da luz voltar. Já estávamos quase ficando para o jantar quando finalmente a luz voltou. Era hora de ir embora.

O Mistério

Gostei tanto do lugar e do modo de vida das pessoas, que nos dias que se seguiram eu tentei me informar a respeito da Pró-Vida e sua filosofia. Quem sabe até fazer alguns dos cursos. Eu ainda não tinha filhos, mas pensava no futuro.

Entretanto, as atividades da Pró-Vida são conduzidas de forma muito discreta. Isso ficou claro para nós durante a visita ao clube de campo. Tanto é que, mesmo passando um dia inteiro lá, quando cheguei em casa tive que pesquisar sobre a instituição para saber mais do que se tratava. E olha que não foi fácil não!

Todos os cursos são pagos (e bem pagos por sinal). Mas você não tem acesso ao conteúdo se não participar. Por sua vez, se não for frequentador dos cursos, nem pensar em clube de campo, vida feliz e saudável e tudo mais que nos foi mostrado.

Todavia, uma vez que você inicia nos cursos, vai avançando e subindo níveis. Essa subida significaria um maior domínio e conhecimento sobre seu corpo, sua mente, e tudo que nos cerca (o Cosmo?!). O problema é você ter que passar por avaliações subjetivas para chegar aos níveis mais avançados. Dizem que nesses níveis o sujeito é capaz de levitar e abandonar o próprio corpo em uma viagem espiritual.

Parei por aí!!! Como diria o meu amigo (olha a intimidade) Silvio Santos: “Eu só acredito… vendo!!!”

Acho que ainda não estou preparado para esse tipo de coisa. O pior é que se você não for aprovado, tem que fazer o curso de novo e pagar novamente. Como assim Bial?!

É isso mesmo, se os avaliadores não quiserem, você não levita nem abandona o seu corpo nunca (pelo menos nesta vida). :-)

Pensando bem, acho melhor deixar como está. Estou bem assim. Talvez eu ainda não esteja “preparado”. Quem sabe um dia?!

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  641 Responses to “Uma visita à Pró-Vida”

  1. Oh my goodness! Amazing article dude! Many thanks,
    However I am going through issues with your RSS. I don’t know the
    reason why I am unable to join it. Is there anybody else having
    identical RSS issues? Anyone that knows the solution will you kindly respond?
    Thanks!!
    • The problem with the rss feed was already solved!!! Thank you!!!

      • sou de sorocaba e estou indo morar em araçoiaba da serra bairro jundiaquara, melhor lugar na região de sorocaba que encopntrei para viver uma vida tranquila, ja passei de frente com esse pro vida rs!

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