Nova terapia contra câncer não produz efeitos colaterais
A luta contra o câncer é difícil e dolorosa.
Qualquer pesquisa que vise ajudar no combate a essa terrível doença deve ser divulgada e incentivada.
Estão sendo realizados os primeiros testes em humanos, de um novo tratamento, que poderá no futuro substituir a radiação e a quimioterapia.
O novo tratamento adiciona nanopartículas microscópicas às células cancerosas e então literalmente cozinha os tumores dentro do corpo com ondas de rádio inofensivas.
A tecnologia foi inventada e desenvolvida por John Kanzius, um engenheiro de TV e rádio aposentado. O tratamento tem apresentado 100% de efetividade em eliminar células cancerosas e manter as vizinhas saudáveis ilesas.
Atualmente está sendo testado no M. D. Anderson Cancer Center em Houston.
Não que seja uma solução milagrosa e para todo o tipo de câncer, mas o Dr. Steve Curley, que lidera as pesquisas, diz que os testes têm indicado um forte potencial do método para tratar vários tipos da doença.
Os mais modernos tratamentos baseados nas tecnologias que envolvem radiação e quimioterapia, têm se mostrados eficientes no combate à doença, mas causam sérios efeitos colaterais. Esse novo método não é invasivo, e usa ondas de rádio não tóxicas combinadas com nanopartículas de ouro ou carbono, que por sua vez, já têm uma longa história de aplicação médica.
As pesquisas com nanopartículas vêem ocorrendo desde os anos 80. E novas terapias vêem sendo estudadas para aproveitar o potencial dessas nanopartículas de serem transportadas pelo sangue e passar através das paredes das células. Entretanto ainda existem muitos questionamentos (sem resposta) sobre a segurança ao utilizar nanopartículas.
Nas pesquisas realizadas pelo Dr. Curley, alguns procedimentos são adotados para garantir que nanopartículas de ouro sejam utilizadas para se fixarem junto às células com câncer. Quando essas nanopartículas estão dentro das células malígnas, são bombardeadas com um gerador de rádio-frequência. Esse processo aquece as nanopartículas e queima as células com câncer.
Nos testes com células animais e humanas, o processo destruiu 100% das células malígnas e manteve as demais intactas.
O inventor do gerador de rádio-frequência foi submetido a quimioterapia em 2003 e 2004 para o tratamento de leucemia. Isso o motivou em seu trabalho.
É claro que muitas pesquisas ainda são necessárias e não se sabe ao certo que tipos de câncer poderão ser tratados com o método. Mas não deixa de ser uma esperança para a humanidade, passível de ser adotada (segundo os pesquisadores) daqui a 3 anos.
Aproveite e saiba tudo sobre câncer no site CancerQuest, com excelentes animações em 3D.
Via: Wired.
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