Evolução do ensino no Brasil

Eu recebi o texto abaixo por e-mail. Se você “souber ler”, vai ver que representa muito bem a situação atual do ensino no Brasil.
1. Ensino de matemática em 1950:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro? 2. Ensino de matemática em 1970:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?
3. Ensino de matemática em 1980:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. Qual é o lucro? 4. Ensino de matemática em 1990:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00 5. Ensino de matemática em 2000:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00. Está certo?
( )SIM ( ) NÃO 6. Ensino de matemática em 2007:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$100,00 O custo de produção é R$ 80,00. Qual é o lucro? Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00
Muitos vão dizer: “A culpa é do professor…”. Mas não é bem verdade. Nem sempre a culpa é dele, ou só dele. Muitas vezes (se não for a maioria) as instituições de ensino e seus dirigentes detêm a maior parcela dessa culpa. Mas isso é outra história…que eu conto em outra oportunidade.
Como vocês sabem, eu também sou professor e dou aulas para turmas de Engenharia e Ciência da Computação. Para que vocês tenham idéia da mentalidade atual de alguns alunos, vou dar um exemplo do que acontece atualmente na Universidade.
Num curso de Computação, espera-se que alunos de 3o. ou 4o. ano saibam o mÃnimo de programação de computadores, certo? Pelo menos é assim que eu entendo. É uma questão de lógica. E quando eu falo o mÃnimo, é o mÃnimo mesmo. Muito bem, e o que acontece?!
Às vezes, alguns alunos me questionam e reclamam quando eu passo algum trabalho ou exercÃcio que envolve codificação de programas em uma disciplina que não é exclusivamente de “Programação”. Os “indivÃduos” que fazem isso, acham que matérias como “Redes de Computadores” ou “Algoritmo e Estruturas de Dados”, entre outras, não devem envolver programação em seu conteúdo ou avaliações!!! Mas o curso é de “Computação”. Qual o problema em envolver programação?! É a coisa mais natural do mundo. Ou estou errado?! Sinceramente, não dá para entender essa mentalidade.
E olhe que as disciplinas básicas do curso normalmente incluem programação (estruturada, orientada a objetos, visual, para Internet, etc). Mesmo assim os alunos conseguem chegar ao final do curso sem “saber nada”!!!
É claro que não podemos generalizar, existem muitas exceções.
O fato é que o número de alunos que se formam sem saber conceitos básicos é assustador. Triste realidade de muitas faculdades brasileiras.
Depois, temos um mercado saturado de graduados incapazes de preencher os requisitos para as vagas disponibilizadas na área. É por isso que tem tanta vaga sobrando por aÃ.
Se você é aluno, tenha sempre em mente: nenhuma faculdade irá fazer de você um profissional capaz e competente. Sua formação dependerá exclusivamente de você. Quem faz a faculdade, é e sempre foi, o aluno.
Palavra de professor e profissional de informática há mais de 15 anos!!!
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