Retorno às águas escondidas
No final de semana que passou estive em Niterói (Água Escondida - em Tupi). Cidade onde passei 11 anos da minha infância.
Para quem não conhece, Niterói é vizinha da cidade do Rio de Janeiro. As duas cidades são interligadas pela famosa Ponte Presidente Costa e Silva, a Ponte Rio-Niterói. E ambas são banhadas pela maravilhosa Baía da Guanabara.
O motivo da viagem não foi bom, pois fui acompanhar uma cirurgia (delicada) de minha tia. Mas, graças a Deus, tudo correu bem e ela está se recuperando rapidamente. Tenho certeza de que em pouco tempo ela estará “novinha” em folha!
Apesar do motivo da viagem não ter sido bom, estar em Niterói com a minha família trouxe momentos muito interessantes.
Não vou falar do trânsito caótico, da falta de limpeza nas ruas e nem das favelas que estão por toda a parte. Essa é uma outra história!!!
Mas vou contar, por exemplo, que a minha filhinha (com 2 anos) nunca tinha ido a uma praia, e que por este motivo, arrumei um tempinho e levei-a para entrar no mar pela primeira vez. Foi um momento muito especial, pois foi muito bom ver a alegria e a felicidade daquele pequenino ser vislumbrando um mundo novo, desconhecido até ali. Obviamente, minha filha adorou!!! No começo ficou meio temerosa em relação ao mar, mas depois de “longos” 15 minutos já estava se atirando na água sem o menor temor. Lembrei de quando eu passada horas, nas manhãs de domingo, brincando naquelas águas!!!
Outra emoção, foi levar a minha filha ao Campo de São Bento, palco de aventuras e muito divertimento na minha infância. Você sente algo que não dá para ser expressado em palavras! Somente aqueles que já passaram por isso têm idéia do que é ver um filho brincando, no mesmo lugar e nos mesmos brinquedos de 25 anos atrás, os mesmos que te divertiram tanto quando criança. Muito legal!!!

Outro momento singular, foi encontrar na entrada do hospital onde minha tia estava internada, a minha professora da alfabetização. Sim, a tia Jurema estava lá firme e forte. E por incrível que possa parecer, ela me reconheceu e disse que não esquece até hoje da nossa turma de 1979. Até o dia do meu aniversário ela lembra. Pode?!!!
É por ter a felicidade de viver momentos como esses, que me considero privilegiado nesta vida.
Esteja certo de que a felicidade está muito mais próxima do que você imagina. Basta reconhecer o valor e a importância de coisas simples que a vida nos proporciona.
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