Hoje fazem
102 dias que eu fiz a cirurgia para corrigir uma re-ruptura no meu tendão de aquiles.
Para quem está chegando agora, saiba como tudo começou:
Depois da cirurgia (em 05/11/2012), eu fiquei praticamente todo o mês de novembro com tala de gesso. A cada semana que passava eu voltava ao médico para trocar o curativo e verificar se estava tudo bem. Nesse período eu estava proibido de colocar o pé no chão.

No mês seguinte, eu troquei a tala de gesso pela bota robofoot. Muito melhor pois agora eu podia, pelo menos, apoiar o pé no chão com o auxílio de muletas. Foram umas duas semanas usando muletas até ficar somente a bota.
Todo cuidado era pouco!!! Evitei ao máximo movimentos bruscos e qualquer sobrecarga sobre o pé em recuperação. A bota incomodava pelo calor, mas fazer o quê?
As sessões de fisioterapia começaram assim que eu tirei a tala de gesso e coloquei a bota. Nas primeiras duas semanas, todo o exercício era feito com muito cuidado e basicamente consistiam em alongamento e movimentação leve do pé. Nas semanas seguintes foram incluídos exercícios de força e equilíbrio. Não vou descrever os exercícios pois existem vários sites na internet com vídeos mostrando como eles são feitos.

No dia 10 de janeiro de 2013 (66 dias após a cirurgia), eu voltei a trabalhar. O médico me liberou, desde que eu usasse a bota robofoot para me deslocar. Tudo bem, tive que aceitar! Também fui autorizado a dirigir, o que facilitou muito a minha vida. A rotina era andar com a bota o tempo todo e tirar somente para dirigir.
Foi assim todo o mês de janeiro. Tudo correu bem e não fiz nenhum movimento brusco que pudesse afetar a cicatrização do tendão. Entretanto, vale salientar que durante todo esse período, o meu pé esteve muito inchado. Consultei o médico a respeito e ele me disse que era normal devido ao tipo de intervenção que foi feita na segunda cirurgia. Isso sem contar que perdi parte do movimento do dedão, mas isso era esperado!
Já tinham passado 5 meses desde a primeira ruptura no tendão. Confesso que eu já estava cansado de ficar com o pé imobilizado e não aguentava mais a bota. Andar com ela estava me dando dores na coluna e na outra perna.
Finalmente no dia 29 de janeiro de 2013 (85 dias após a cirurgia) o médico me liberou da bota robofoot. Apesar da felicidade em andar sem bota, tenho que admitir que não foi muito fácil nos primeiros dias. Com o pé ainda muito inchado e bastante “travado”, mancar era a única alternativa. E a passos bem lentos!!! Fora o calcanhar, que insistia em chegar ao final do dia latejando de dor. Foi assim durante quase duas semanas. E dá-lhe fisioterapia!!!

Com o pé “livre”, aos poucos os alongamentos foram dando resultado e permitindo uma caminhada melhor. Terrenos inclinados eram um desafio à parte. E ainda são!!! Você aprende a valorizar movimentos simples.
Continuo com as sessões de fisioterapia, mas na semana passada comecei a fazer aulas de hidroginástica e natação. A melhora foi considerável!!! É impressionante o que exercícios na água são capazes de fazer com seu corpo. A minha caminhada melhorou muito, ao ponto de quase não mancar. O pé também está muito menos inchado.
Hoje (102 dias após a segunda cirurgia) ainda não tenho a força total recuperada, ou seja, não sou capaz por exemplo, de ficar na ponta do pé do tendão “machucado” e elevar o meu corpo só com ele. Por outro lado, já tenho um bom alongamento (bem próximo ao do pé “bom”) e quase nenhuma limitação de movimentos.
Escadas?!!! Ahhh, ainda tenho dificuldade para descer escadas normalmente (falta um pouco mais de alongamento!!!). Mas a subida é bem fácil, desde que eu consiga apoiar toda a planta do pé no degrau.
Correr?! Nem pensar!!! Ainda não consigo fazer isso. Espero conseguir um dia, nem que seja para fazer um cooper na praça ou somente brincar com minhas filhas.
Dica: Se você está passando pelo mesmo problema, ao tirar a bota e voltar a usar calçados normais, dê preferência para tênnis macios e leves. Use meias mais grossas para evitar que o atrito com o tênnis machuque a cicatriz. Isso aconteceu comigo quando tentei usar meia fina durante um dia apenas!!! Portanto, cuidado.
O aspecto não é “lindo”, mas é bem aceitável. De resto, estou bem e o tendão está bem firme (parece uma “pedra”). Vou continuar com as sessões de fisioterapia (enquanto o médico achar necessário) e continuar sendo bem disciplinado em relação à natação e hidroginástica.
Para o próximo post, vou tentar gravar um vídeo mostrando o que sou capaz de fazer com meu tendão recuperado.
Até lá, continuem mandando seus comentários e contando suas histórias de recuperação de ruptura do tendão de aquiles.
Atualização em 05/03/2013
Hoje, 120 dias depois da minha segunda cirurgia, estou liberado da fisioterapia. Graças a Deus a recuperação vem sendo boa e agora vou intercalar entre natação, hidroginástica e bicicleta. O objetivo é continuar fortalecendo o tendão.